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Código: 9788571054035
Categoria: Poesia
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É difícil falar de Hidalgo sem falar de Morte.
O pintor e poeta perdeu a mãe cedo, ainda criança e, durante a Guerra Civil Espanhola, teve forçosamente de trabalhar contabilizando os mortos no front. Isso agravou ainda mais seu assombro e preocupação com o lado extremo da vida. Ainda que Los muertos seja sua obra mais comentada quanto a esse aspecto existencial e fatal, é em Raíz que se percebe essa vocação florescendo. São versos permeado pelo escuro, o subterrâneo, o enterrado, o abandono. As raízes, com seu reino telúrico “cujo sangue não pulsa”, onde insetos e calafrios habitam o palpitar do medo. A aurora, símbolo transitório de luz e sombra, “matou aquela pomba sem uma gota de sangue”, mas não é uma pomba e sim uma mulher “que estende roupas brancas sobre a madrugada,/uma mulher com uma palavra congelada entre os dentes/que põem um ponto gélido/nos gritos que ia desgrenhando pelos prados”. Mas ainda há lampejos, arroubos iluminados nesses poemas noturnos, como em “Amor assim”, no qual Hidalgo escreve: “Quando dois corpos se unem para amar,/queima-se mais devagar a solidão da terra”, nos ensinando que, apesar de que, cedo ou tarde, a terra nos devorará, amar ainda é o mais próximo que temos do que é ser fogo, aclarando a nós e ao mundo.
| Páginas | 130 |
|---|---|
| Data de publicação | 14/02/2026 |
| Formato | 13x16,5 |
| Largura | 13 |
| Comprimento | 16.5 |
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