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Parir monstros, devorar filhos
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“Nada no mundo é maior e mais assustador que o amor de uma mãe por um filho.”
Juriti não queria ser mãe. Desde o instante em que soube da gravidez, começou a ser perturbada pela ideia de uma besta alojada no ventre. Sáusa, por outro lado, enxerga na maternidade um caminho para o sagrado.
De Sáusa desaguou Raminho. De Juriti encarnou Evangelino.
Enquanto um sufoca pelo excesso — de afetos, de cuidados, de presença —, o outro amarga a falta dentro de si, e goza da liberdade que só a rejeição pode proporcionar. Nesta isolada vila de pescadores, onde as redes podem trazer maldições em meio aos peixes, o anzol lançado por suas mães atravessa as guelras destes rapazes, abrindo neles a ferida da culpa e dos desencontros. A inocência dos dois se afoga em mar aberto e não há acalento — nem de mãe ou do divino — capaz de dar jeito. É preciso que um se torne Deus para conceder milagres ao outro.
Em Parir monstros; devorar filhos, Raul Damasceno volta ao mercado editorial com um texto ainda mais visceral e impactante, mas sem perder o brilhantismo que marcou seu romance de estreia, O rio que me corta por dentro.
| Acabamento | Brochura |
|---|---|
| Páginas | 240 |
| Data de publicação | 08/06/2026 |
| Formato | 21 x 13.3 x 1.2 |
| Lombada | 1.2 |
| Altura | 1.2 |
| Largura | 13.3 |
| Comprimento | 21 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Classificações BISAC | FIC068000; FIC019000; FIC045000 |
| Classificações THEMA | FXL; FB |
| Idioma | por |
| Peso | 0.231 |






